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É complicado ser como sou,e posso dizer que as vezes desconheço-me por completo,o que é bastante comum,detesto a instabilidade.As pessoas mudam tão rápido,não consigo acompanhar o ritmo delas,mudo de opinião como mudo de roupa,não existem ressalvas,tudo muda,tudo passa.
Não quero saber de histórias, não quero saber de nada.Só sei que minha história está sendo construída,não por mim ,mas por esta vida.
O amor e o ódio são tão relativos, ninguém é exceção, existem um vazio forte e personificado, podia até escolher um nome para ele, é eu podia,mas não vou.Vazio,Vazio,não me sinto vazia,não sou vazia,não estou vazia,acreditem o Vazio é tão forte que já se alojou em mim,mas eu não sou esse vazio.
Não gosto de tolerância,mas preciso que me tolerem,eu não sei tolerar,mas preciso do perdão alheio,eu cometo muitos erros e sou arrogante.Eu não gosto de ninguém,nem de mim,eu preciso das pessoas,eu sou infantil,sou inteligente,sou frágil,transbordo o vazio.Eu nem ao certo sei quem sou.
Não tenho crises, eu vivo uma mentira, eu sou o Vazio,não vou me dopar,talvez me drogar seja interessante,mas não vai adiantar o Vazio nunca vai embora,isso é fato.Meu sonho é “conviver”com o Vazio,nunca tentei,eu sou covarde,tenho medo das pessoas e das surpresas da vida,mas preciso de ambas.Eu sou medíocre e cultuo meu ego.
Existe um espírito que move a carne,dane-se esse espírito eu preciso das pessoas,não as amo,eu não sei amar.Eu posso magoar,eu posso machucar,eu posso me matar,tudo tem seu fim,mas o fim não tem fim.A dor não vai embora,e são as horas que não passam.as noticias que não chegam,a dor só aumenta,não quero jogos,eu perco sempre,detesto charadas,eu sou a minha interrogação.
Bem,que poderia ser a “poética”a me atacar,mudança de identidade perturbações,seria no mínimo mais bonito,eu me desconheço,permaneço representada como uma interrogação a mim mesma.Mudança de identidade,inconstância emocional,almejo o que é banal,não queria que minha vida fosse tão visceral,saiam dói ser intenso.
Eu não sou psicopata, morro diariamente e deixo minha força em todo lugar,eu não me controlo,eu não me dopo,eu não sou eu.Isto não é uma crise existência,eu nem sequer existo,o mundo é patético.As pessoas com suas caras de saudade me matam só para cultivar suas vaidades,eu já não existo.
Quero me cortar, quero me drogar,só não aceito me dopar,não quero médicos,eu não sei amar,odeio hospitais,detesto consultórios,eu sou importante apenas para mim.Eu não quero amar,eu só preciso das pessoas,e elas são más,ousam me abandonar quando o momento mistura dor e êxtase.
O abandono não é um direito de ninguém,não estou só,o Vazio me acompanha por onde eu for,planet patético cheio de gente idiota,gente pior do que eu,gente-que-nã-sabe-amar-eque-gosta-de-se-iludir,eu não sei amar eu não gosto de abandono,eu só preciso das pessoas.
Detesto simpatia,não sou simpática chego a beirar a fúria,mas eu sou Vazia,opto por contar que sou uma contradição.Eu não sou esperta,eu não sei sorrir,eu não sei amar,as pessoas me detestam,elas tem pena de seus destinos fatídicos e por isso se acham no direito de abandonar-me,eu não sou fatídica,eu não sei quem sou.
Nada é eterno,três segundos de dor me matam,não me ama,não me querem,são fatídicos,eu não sei amar,mas eu sei dramatizar,eu não sei ser feliz,sou boa atriz.Eu explodo de raiva,eu choro de pavor,eu fico me encontrando nas pessoas,eu preciso delas pra assegurar que não irei perder-me.
Vou fazer besteiras,vou me matar,vou gritar,vou matar as pessoas,eu preciso delas e as desgraçadas não me amam,eu detesto o minha vida,eu odeio meu nome,eu tenho problemas comigo,não me importo com os outros,eu sou o inferno,eu sou a compaixão.Eu não me mato porque sou covarde,eu tenho medo.
Hoje vou morrer um pouco mais,eu não renasço,eu não me amo,eu apenas preciso,não sei quem sou,não interessa aonde vou,eu não sei quem sou.Eu sou turbulenta,não há luz no fim do túnel,o túnel está dentro de mim,não há luz em mim,eu sou o Vazio,eu não gosto abandono,eu mantenho as aparências,eu sofro com as conseqüências,mas eu detesto o abandono.Estou no limite entre a demência e a loucura,eu não posso me limitar,eu não sei quem sou,eu não sei amar,eu não sei tolerar,desculpem mas eu não vou me matar.
02 de Março de 2009
MI
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& Bom ano novo!
<3